Arquivo | novembro, 2012

Inspiração: Biquíni

30 nov

Bethany StrubleEster LindgrenJessica R.Aimee SongPatricia PrietoKryz UyAlana RuasLaureen UyTrang Huyen

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Entrevista

29 nov

Uns vinte minutos, no máximo, bastariam. Um cantinho qualquer, mesmo que úmido. Um pouco de minha privacidade compartilhada. Umas palavras simples em outro idioma. Pronto. Eu já estaria feliz. Poderia até querer mais, claro que iria querer mais, mas minha alma já iria dormir tranquila pelo resto dos meus dias, mesmo que eu escutasse aquelas músicas que costumam me fazer pensar exacerbadamente. Naqueles curtos espaço, tempo e intimidade, eu já saberia tudo o que preciso pra olhar pra frente e ter certeza de que vou conseguir levantar seja qual for a dimensão da queda, seja qual for o acorde do refrão, seja qual for a voz que me põe pra dormir. Eu queria isso de você. Queria saber o que se passa na sua mente só pra tentar entender a minha própria, que é o que até hoje nunca consegui alcançar: a consciência de mim mesma. Eu me encontrei em você da forma mais distinta, confiante, estranha e rebelde possível. Por fora não parece haver nada em comum, contudo me vislumbro em seus olhos. Então, por favor, explique-me o que é você. Como essa sua coragem desabrochou. Como colheu seu sofrimento para cultivar amor. Em menos de uma hora já ficaria satisfeita. Talvez já não tivesse tanta raiva de mim mesma por ter receio de desembrulhar aquilo que quero. Sei lá o que quero. Talvez só sua autenticidade. Talvez seus tênis, também. O que você tem a me dizer? O que você me diria? O que mudaria aqui dentro? A curiosidade ficará intacta, porém sinto que, se tivesse essa chance, tudo mudaria. Tenho certeza absoluta que tudo mudaria. Você mudaria. Minha vida dali pra frente, mesmo que quase nada, mudaria. A música mudaria. O sabor da bebida mudaria. A cor dos meus dentes mudaria. Tudo, porque, inevitavelmente, minha percepção nunca, jamais, em nenhuma hipótese, seria exatamente igual.

Inspiração: Floral Shorts

26 nov

Por Oswaldo Montenegro: “Metade”

23 nov

Que a força do medo que tenho

não me impeça de ver o que anseio

que a morte de tudo em que acredito

não me tape os ouvidos e a boca

porque metade de mim é o que eu grito

mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe

seja linda ainda que tristeza

que a mulher que amo seja pra sempre amada

mesmo que distante

porque metade de mim é partida

mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo

não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor

apenas respeitadas como a única coisa

que resta a um homem inundado de sentimentos

porque metade de mim é o que ouço

mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora

se transforme na calma e na paz que eu mereço

e que essa tensão que me corrói por dentro

seja um dia recompensada

porque metade de mim é o que penso

mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste

e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável

que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso

que eu me lembro ter dado na infância

porque metade de mim é a lembrança do que fui

a outra metade não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria

pra me fazer aquietar o espírito

e que o teu silêncio me fale cada vez mais

porque metade de mim é abrigo

mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta

mesmo que ela não saiba

e que ninguém a tente complicar

porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer

porque metade de mim é plateia

e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada

porque metade de mim é amor

e a outra metade também.

Fotografias de Krista

18 nov

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JoyHey

Filmes para o fim de semana

17 nov

Histórias Cruzadas (The Help):

Guerra é Guerra (This Means War):

O Primeiro Amor (Flipped):

Recém-Formada (Post Grad):

Cartas para Julieta (Letters to Juliet):

Algodão doce

14 nov

Já imaginou se todos os seus sonhos tivessem se realizado? O que seria se você tivesse namorado aquele garoto de quem você gostava há um tempo atrás ou ido morar em outro país com onze anos de idade? Será que era mesmo o que queríamos?

Sou sonhadora incansável e incurável. Já tive dos mais estranhos sonhos com as mais diversas pessoas e às vezes me pego a refletir se aquele sonho abandonado, mofado e, agora, indesejado iria ter mesmo me feito feliz. Sei lá. Jamais descobrirei a maioria. Nem quero, na verdade.

Não estou querendo menosprezar os sonhos. Na verdade, venho tomar consciência de seu valor. Como disse, grande parte dos meus sonhos não foi realizada – ainda bem –, mas foram eles que me trouxeram até aqui. Por eles que sou assim. E a partir deles que tenho novos sonhos, fazendo-me descobrir, aos poucos, o que é melhor pra mim. São eles que me carregam, afinal. Meu trem cujo assento de vez em quando faz doer minhas costas quando tiro um cochilo, todavia me leva onde preciso estar sem atrasos.

Aquilo com o que você sonha te define. Mostra o que você sente falta. O que está falho. A maneira como você encara o que é. Sonho é combustível, é razão, é força. É deixar o medo de lado pelo que você quer e acredita. É por conta do sonho que os seres humanos viajaram pelo espaço ou, quem sabe, inventaram o forno micro-ondas.

Vá atrás, de verdade. Sinceramente. Só cuidado para não desacordar em excesso e perder a estação.