Fita dupla face

22 jan

fita dupla face

Depois de comer minhas batatas preferidas, ou mesmo mascar um chiclete, a primeira coisa que faço é jogar a embalagem fora, para não ter vontade de consumir mais. Eu gostaria de fazer algo parecido com você.

Queria descartar tudo, desde as fotos no computador até os CDs dos quais eu tenho tanto ciúme. Jogar fora aquela camiseta que guardo com tanto carinho. Poderia fazer tudo que ainda assim você ainda estaria presente nos meus pensamentos.

Assisto a um filme e me lembro de você. Converso com alguém e me lembro de você. Leio um livro e me lembro de você. Sei lá, olho pra uma planta e me lembro de você.

Você está tão presente no meu imaginário que às vezes quase te sinto ao meu lado. Já criei tantos roteiros em minha cabeça em que você era o protagonista que, com frequência, fico meio fora de mim e confundo-os com a realidade.

Você é a mais constante fantasia, a mais absurda viagem, a maior utopia, a mais doce coragem, o melhor dos imprevistos, a desconhecida consciência, a inconstante desistência, o sol tímido entre as nuvens, a intensa inspiração, a voz que atingiu meu ponto fraco e a fotografia pregada na memória.

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