Poente

6 fev

melVenho aqui na tentativa de te tirar de meus incessantes pensamentos. Expulsar você de uma vez por todas, para que esse sentimento estranho pare de me incomodar. Para que as borboletas não abram asas dentro do meu estômago no momento em que eu escutar seu nome ou em que eu sentir que você se aproxima.

Sua fama é inconstante e até um pouco suja. Contaram-me coisas a seu respeito das quais provavelmente você não iria se orgulhar, porém a possibilidade de um dia me aproximar de você bloqueou meu cérebro. Convenhamos, não? Você é a pior escolha. É bastante claro que te ter como opção é masoquismo.

Eu não quero você. Não quero seu desejo por desapego, nem seu histórico amoroso extenso, nem seu jeitinho ignorante, nem esse negócio de você conhecer todo mundo e não conhecer realmente ninguém. Eu fico repetindo todas essas coisas pra mim mesma, várias vezes nos últimos dias, só pra tentar me convencer de que não sinto algo especial por você. Tentar me enganar.

A verdade, seu infeliz, é que eu não paro de te imaginar comigo. E eu o odeio por isso. Também odeio esta situação em que me encontro, a capacidade que você tem de fazer uma bagunça dentro de mim.

Só quero que essa ansiedade pra te ver acabe, que essa vontade de saber de você não se manifeste, porque minha lista de desilusões não há de ser prolongada. Suma, por favor. Não almejo exaltar minha raiva, não pretendo inibir meu riso. Então vá, assim como o sol no fim da tarde, dando oportunidade para o brilho da lua.

(Imagem: Mel)

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